Orquestra de Câmara Paulista e o Espaço da Música Clássica na web: um vídeo blog!


A Orquestra de Câmara Paulista é mantida por uma associação sem fins lucrativos cujo estatuto, equipe administrativa e código de ética, poderão ser encontrados no site oficial da orquestra. Saiba mais sobre a história da Orquestra e os comentários da imprensa. Este espaço foi desenhado para ser um vídeo blog, para compartilhar e discutir novidades sobre algumas obras e seus compositores, os projetos da orquestra e a contribuição dos seus colaboradores e amigos.

Neste blog os posts serão organizados por categorias:

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segunda-feira, 8 de junho de 2009

Os Cantos da Terra.


Os Cantos da Terra; um concerto idealizado por maestro Branco Bernardes
com o apoio da B'nai B'rith, São Paulo.


Nas palavras do Maestro Branco Bernardes, o concerto "Os Cantos da Terra" será um evento exclusivíssimo, para poucos eleitos. Somente a eles será enviado convite impresso pelo correio. Nesse evento a Orquestra de Câmara Paulista (OCP), sob a regência do Maestro Branco Bernardes, apresentará obras que evidenciarão como a cultura judaica auxiliou na criação e difusão das artes, tanto no Brasil quanto no mundo. Esse evento será oferecido para um público seleto e apreciador, por isso ficaremos honrados com sua presença você que recebe convite para acessar este blog.

O concerto será realizado na segunda feira dia 29 de junho às 20:00h. na sede da B'nai B'rith em São Paulo, no salão Josef Kryss, Rua Caçapava, 105, Jardim Paulista. Os convites, centralizados na Associação B'nai B'rith, podem ser também encaminhados por solicitação feita por e-mail ou telefone no escritório da Orquestra de Câmara Paulista com Sra. Vânia Faverani, telefone (11) 2619 6658 (horário comercial) ou por e-mail: vania.faverani@orquestrapaulista.com.br

Uma sinopse do programa:
Grande parte dos compositores judeus em seus anos de formação teve íntimo contato com os cânticos das cerimônias religiosas. É quase um lugar comum reconhecer o músico judeu como modelo de excelência em sua arte. Graças também a sua adaptabilidade, o povo judeu contribuiu de maneira intensa para o desenvolvimento de outros grupos étnicos e sociais na Europa e no novo continente. No Brasil, por exemplo, os irmãos Alexandre e Luiz Levy tiveram papel fundamental na construção de uma linguagem tipicamente brasileira na música de concerto.

No concerto será apresentado um panorama da contribuição e riqueza judaica à música clássica ocidental, de Salamone Rossi (c.1570-1630) a Leonard Bernstein (1918-1990). Ainda no programa um pouco música tradicional em releituras de câmara.


Sami Douek
sami@orquestrapaulista.com.br

Apreciem abaixo Al Haharot Bavel, trecho de obra de Salomone Rossi (1570-1630) um dos compositores que serão interpretados no concerto "Os Cantos da Terra".
Contra-Tenor: David Feldman
Tenor: Eitan Drori, David Nortman
Bass: Elam Rotem


Os timbres da Orquetra (transcrito parcialmente do site da OCP)

Timbre é um termo que busca descrever a qualidade ou "colorido" de um som. Um clarinete, violino ou voz humana que emitissem um determinado som de mesma freqüência, seriam facilmente reconhecíveis por um ouvinte pelos seus diferentes "timbres". Podemos afirmar, então, que o timbre é a característica do som distinta de sua altura, sendo o resultado das relativas intensidades dos harmônicos resultantes de uma determinada emissão sonora.

A maioria dos sons musicais consiste não apenas de uma determinada freqüência, mas também de vários sons harmônicos resultantes. Esses harmônicos se fazem presentes devido às leis acústicas dos corpos sonoros. Tanto uma corda como uma coluna de ar possuem a característica de não apenas vibrar não apenas como um todo, mas simultaneamente nas metades, terços etc. gerando novas freqüências. A força relativa de cada uma dessas freqüências simultâneas, que no todo chamamos de série harmônica, proporciona a qualidade sonora da nota, sua "cor", seu timbre.

Os diversos timbres da orquestra são o resultado direto dos materiais empregados e modos de execução dos instrumentos. Quanto mais rica proporcionar em harmônicos superiores, mais brilhante será a sonoridade do instrumento. Como exemplo, tomemos três membros da família das madeiras: a flauta, o oboé e o clarinete tocando uma mesma nota. O timbre da flauta soará relativamente "puro" pois tem poucos e fracos harmônicos, o do oboé, brilhante, rico em harmônico mais agudos, e o clarinete, "oco" devido à preponderância dos harmônicos ímpares. O espectro harmônico deve-se basicamente ao modo pelo qual a vibração do som é ativada. Na flauta, será pela passagem do ar através de uma fenda, no oboé, duas palhetas vibrantes e, no clarinete, apenas uma. Também o material e formato do tubo acústico influirão no resultado.

Os instrumentos da orquestra estão tradicionalmente divididos em famílias, Os instrumentos de sopro são agrupados em madeiras e metais segundo sua matéria prima.


Nas madeiras o som pode ser obtido através do sopro em uma fenda, como as diversas flautas, de embocadura livre; com a vibração de um par de palhetas, como o oboé, corne inglês e fagote; ou por uma palheta simples, o clarinete e clarone. Os metais possuem um bocal, onde os lábios do executante produzirão a vibração original amplificada pelo instrumento.

Os instrumentos de percussão da orquestra incluem toda e qualquer fonte sonora obtida através de um golpe ou pancada, produzindo tanto sons definidos com ruídos. Neste grupo estão incluídos desde as castanholas até o piano, cujo mecanismo consta de pequenos martelos que golpeiam suas cordas.

Por fim, temos os instrumentos de corda, que podem ser friccionados por um arco, tangidos pelos dedos ou golpeados, este último o caso do piano, agrupado na percussão. Os instrumentos onde o atrito do arco nas cordas produz o som, a família dos violinos, possuem uma gama sonora bastante ampla e homogênea, comportando as notas mais graves dos contrabaixos até os mais agudos sons dos violinos. A família dos arcos, violinos, violas, violoncelos e contrabaixo é a origem e a base da orquestra.

Ainda encontramos os instrumentos de cordas pinçadas pelos dedos, a harpa, ou por plectros, o cravo que também freqüêntam a orquestra.

J. A. Branco Bernardes


Bibliografia

SADIE, S. (editor). Dicionário Grove de música.Rio: Jorge Zahar, 1994. Pp. 6, 408-9 e 947.
RANDEL, D. M. (editor). The new harvard dictionary of music. Cambridge (Mass.): Belknap, © 1986. P.863.