Orquestra de Câmara Paulista e o Espaço da Música Clássica na web: um vídeo blog!


A Orquestra de Câmara Paulista é mantida por uma associação sem fins lucrativos cujo estatuto, equipe administrativa e código de ética, poderão ser encontrados no site oficial da orquestra. Saiba mais sobre a história da Orquestra e os comentários da imprensa. Este espaço foi desenhado para ser um vídeo blog, para compartilhar e discutir novidades sobre algumas obras e seus compositores, os projetos da orquestra e a contribuição dos seus colaboradores e amigos.

Neste blog os posts serão organizados por categorias:

Atualidades
Espetáculos
Livros, CDs e DVDs
Gravações e vídeo clips históricos

sexta-feira, 10 de julho de 2009

CD inédito, tiragem limitada!


Aos amigos da Orquestra de Câmara Paulista e da Associação Beneficente e Cultural B'nai B'rith de São Paulo recomendo um CD gravado ao vivo na Sala São Paulo em julho de 2008. Este CD com tiragem bem limitada e não disponível nas lojas ou na web, oferece um repertório e registro técnico de grande qualidade pouco comum nos dias de hoje. A interpretação feita em única noite e sem "truques" de edição, traz uma vivacidade e realismo que seduzem iniciantes e iniciados. O repertório abrange sinfonias, árias de ópera e um belíssimo arranjo da obra de Astor Piazzola, Adiós Noniño.

Este CD é oferecido pela B'nai B'rith de São Paulo a todos que prestigiam e apreciam a boa música. O seu retorno financeiro garantirá uma contribuição integral às necessidade da associação que atua nas areas de direitos humanos, beneficênçia e cultural.
Saiba mais sobre a B'nai B'rith.

Você poder receber na sua casa, em qualquer lugar do Brasil o CD Clássicos Internacionais ao vivo com uma única contribuição de R$ 50,00 com pagamento feito diretamente à Associação B'nai B'rith no Banco Bradesco.
Saiba como comprar e receber via Sedex.

Para quem prefere retirar o seu exemplar em São Paulo haverá um desconto de 20%. Faça um depósito no valor de R$ 40,00 na Conta B'nai B'rith:

Banco Bradesco, Ag. 0134, conta 21.479-5. CNPJ: 62.335.070/0001-58. Associação Beneficente e Cultural B' nai B' rith de São Paulo.

O CD Clássicos Internacionais poderá ser retirado na secretaria da sede da B'nai B'Rith à Rua Caçapava, 105, com Ivanete, Pedro ou Cristiane - tel: 3082 5844.
Reserve seu exemplar na B'nai B'ritn

Agradeço especialmente à D. Adélia Cabilio presidente da B'nai B'rith, aos amigos e contribuintes em nome da Orquestra de Câmara Paulista.

Sami Douek

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Cantos da Terra: concerto na Associação Beneficiente e Cultural B'nai B'rith de São Paulo.





Em 29 de junho com mais de 280 convidados presentes, a Orquestra de Câmara Paulista apresentou em avant première o evento Cantos da Terra. Uma excepcional performance nas interpretações dos músicos, arranjos do maestro Branco Bernardes e desempenho dos cantores Adriana Bernardes e Sebastão Teixeira. O programa, rico em variedades, tinha por denominador comum a influência da cultura judaica na música através dos tempos. O concerto foi aberto com tres interpretações do folclore Ladino seguidas por Monteverdi (Lamento d'Adriana) e de Gagliarda a 4, detta Zambalina de Salamone Rossi. Em seguida passando de Mozart até Darius Milhaud, degustamos belísimos arranjos do maestro Bernardes para tres peças de George Gershwin: Somebody loves me, The man I love e Lady bo good. Em seguida a plateia (quase) cantou junto com Sebastião Teixeira "Edelweiss" de Richard Rodgers/My Fair Lady. O concerto foi fechado com a reza do Shabat (mesmo que não fosse sábado) com as belíssimas interpretações do Sebastão e Adriana. Belíssima noite, informal, elegante e descontraída. Agrdeço a presidente da Associação Benefifiente e Cultural B'nai B'rith de São Paulo, Sra. Adélia Cabilio, aos amigos e parentes por prestigiar a nossa Orquestra de Câmara Paulista. Meus cumprimentos à Adriana, afinadíssima e charmosa como sempre e à Sílvia Ricardinho na harpa: sem dúvida um excepcional talento!

Sami Douek

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Os Cantos da Terra.


Os Cantos da Terra; um concerto idealizado por maestro Branco Bernardes
com o apoio da B'nai B'rith, São Paulo.


Nas palavras do Maestro Branco Bernardes, o concerto "Os Cantos da Terra" será um evento exclusivíssimo, para poucos eleitos. Somente a eles será enviado convite impresso pelo correio. Nesse evento a Orquestra de Câmara Paulista (OCP), sob a regência do Maestro Branco Bernardes, apresentará obras que evidenciarão como a cultura judaica auxiliou na criação e difusão das artes, tanto no Brasil quanto no mundo. Esse evento será oferecido para um público seleto e apreciador, por isso ficaremos honrados com sua presença você que recebe convite para acessar este blog.

O concerto será realizado na segunda feira dia 29 de junho às 20:00h. na sede da B'nai B'rith em São Paulo, no salão Josef Kryss, Rua Caçapava, 105, Jardim Paulista. Os convites, centralizados na Associação B'nai B'rith, podem ser também encaminhados por solicitação feita por e-mail ou telefone no escritório da Orquestra de Câmara Paulista com Sra. Vânia Faverani, telefone (11) 2619 6658 (horário comercial) ou por e-mail: vania.faverani@orquestrapaulista.com.br

Uma sinopse do programa:
Grande parte dos compositores judeus em seus anos de formação teve íntimo contato com os cânticos das cerimônias religiosas. É quase um lugar comum reconhecer o músico judeu como modelo de excelência em sua arte. Graças também a sua adaptabilidade, o povo judeu contribuiu de maneira intensa para o desenvolvimento de outros grupos étnicos e sociais na Europa e no novo continente. No Brasil, por exemplo, os irmãos Alexandre e Luiz Levy tiveram papel fundamental na construção de uma linguagem tipicamente brasileira na música de concerto.

No concerto será apresentado um panorama da contribuição e riqueza judaica à música clássica ocidental, de Salamone Rossi (c.1570-1630) a Leonard Bernstein (1918-1990). Ainda no programa um pouco música tradicional em releituras de câmara.


Sami Douek
sami@orquestrapaulista.com.br

Apreciem abaixo Al Haharot Bavel, trecho de obra de Salomone Rossi (1570-1630) um dos compositores que serão interpretados no concerto "Os Cantos da Terra".
Contra-Tenor: David Feldman
Tenor: Eitan Drori, David Nortman
Bass: Elam Rotem


sábado, 2 de maio de 2009

Outubro 2008, Sala São Paulo.

Orquestra de Câmara Paulista, regência Maestro Branco Bernardes,

A Orquestra de Câmara Paulista e o estilo do Maestro Branco Bernardes e da OCP me seduziram ao conhecer a gravação em áudio e vídeo do concerto realizado na Sala São Paulo em 2008. Apreciem esta pequena amostra até que eu possa oferecer ao amigos um CD ou DVD que deverá cobrir em mais de uma hora de gravação este belo trabalho e interpretações do Maestro, Soprano Adriana Bernardes (esplêndida) e todos os músicos e equipe técnica. Consultas podem ser encaminhadas para Sra. Ivone: ivone@orquestrapaulista.com.br


Bach - BWV 1068 - 01 - Ouverture



Bach - BWV 1068 - 03 - Gavotte I & II



Bach - BWV 1068 - 04 - Bourée & Gigue




Azulão

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Come dolce a me...

Em ocasião das festividades da França no Brasil 2009, Maestro Branco Bernardes e a OcP estão desenvolvendo um programa inédito sobre compositores Fanceses. Jacques Fromental Halevy é um exemplo. 1828, Clari, opera semiseria em 3 atos, libreto de P. Giannone, apresentado no "Théâtre Italien" em 9 de dezembro de 1828.

Jacques Fromental Halevy



Abaixo, Cecilia Bartoli canta aria de Jacques Halevy "Clari".
Opernhaus Zurich, 2008. Orchestra La Scintilla, Adam Fischer.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Do Barroco ao Jazz

Muitas vezes me questionam sobre a composição e formato de orquestras, assim como sobre obras musicais: sinfonia, sonata, ópera e o que pode ser comparado com o popular e clássico de hoje? O mundo moderno mudou definitivamente a musica, a forma de interpretar e de ouvir. Filósofos como Nietzche e o quase contemporâneo Flusser, definem bem a importância do "gesto de ouvir". Nietzche no seu livro Humano, demasiado humano, cita "Devemos não apenas tocar bem, mas igualmente fazer com que nos ouçam bem." Arthur Nestrovski, crítico de música, define a música de câmara de tal forma que acaba esclarecendo sobre a proximidade entre o erudito, clássico e moderno. Leiam e apreciem.

Música de Câmara

Música composta para pequenos grupos: duos, trios, quartetos, quintetos e assim por diante até as "orquestras de câmara", que podem chegar a 30 ou 40 músicos.
Originalmente executada em salas de palácio ou, a partir de fins do século 18, em casas particulares, a música de câmara vem sendo apresentada em grandes auditórios desde o início do século 19, só conservando de "câmara" o nome.
O poeta Goethe ( 1749-1832) definia o quarteto de cordas como "uma conversa entre pessoas instruídas"; sua frase resume os altos ideais associados à música de câmara desde o romantismo, como expressão do pensamento mais íntimo e ao mesmo tempo mais sofisticado dos compositores. Sugere também o caráter de uma música destinada tanto ou mais à satisfação dos próprios músicos do que ao público de uma sala de concertos.
O século 20 é um século de música de câmara por excelência. Pequenos grupos, muitas vezes em combinações únicas, formam o padrão instrumental no repertório contemporâneo.
Tudo o que se conhece como música "antiga" (isto é, anterior ao classicismo do século 18) poderia também ser enquadrado como música de câmara; na linguagem cotidiana, porém, o nome fica mais restrito à música dos períodos clássico, romântico e moderno.

Arthur Nestrovski
(De: Notas Musicais - Do Barroco ao Jazz, Publifolha 2000.)


Orquestra de Câmara Paulista na Sala São Paulo,
J. S. Bach, Suite BWV 1068, Gavotte I e II,
Maestro Branco Bernardes.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Jean Gilles



Facile pour les mélomanes et les francophiles.

"Até onde sei, a OCP foi o primeiro e até agora único
ensemble no Brasil a ter apresentado o
Requiem de Jean Gilles".

- Maestro Branco Bernardes.

Vejam abaixo a
Orquestra Barroca em Manteauban,
anunciando o seu CD,
Les Passions, pela TV Teletoulouse.


Os timbres da Orquetra (transcrito parcialmente do site da OCP)

Timbre é um termo que busca descrever a qualidade ou "colorido" de um som. Um clarinete, violino ou voz humana que emitissem um determinado som de mesma freqüência, seriam facilmente reconhecíveis por um ouvinte pelos seus diferentes "timbres". Podemos afirmar, então, que o timbre é a característica do som distinta de sua altura, sendo o resultado das relativas intensidades dos harmônicos resultantes de uma determinada emissão sonora.

A maioria dos sons musicais consiste não apenas de uma determinada freqüência, mas também de vários sons harmônicos resultantes. Esses harmônicos se fazem presentes devido às leis acústicas dos corpos sonoros. Tanto uma corda como uma coluna de ar possuem a característica de não apenas vibrar não apenas como um todo, mas simultaneamente nas metades, terços etc. gerando novas freqüências. A força relativa de cada uma dessas freqüências simultâneas, que no todo chamamos de série harmônica, proporciona a qualidade sonora da nota, sua "cor", seu timbre.

Os diversos timbres da orquestra são o resultado direto dos materiais empregados e modos de execução dos instrumentos. Quanto mais rica proporcionar em harmônicos superiores, mais brilhante será a sonoridade do instrumento. Como exemplo, tomemos três membros da família das madeiras: a flauta, o oboé e o clarinete tocando uma mesma nota. O timbre da flauta soará relativamente "puro" pois tem poucos e fracos harmônicos, o do oboé, brilhante, rico em harmônico mais agudos, e o clarinete, "oco" devido à preponderância dos harmônicos ímpares. O espectro harmônico deve-se basicamente ao modo pelo qual a vibração do som é ativada. Na flauta, será pela passagem do ar através de uma fenda, no oboé, duas palhetas vibrantes e, no clarinete, apenas uma. Também o material e formato do tubo acústico influirão no resultado.

Os instrumentos da orquestra estão tradicionalmente divididos em famílias, Os instrumentos de sopro são agrupados em madeiras e metais segundo sua matéria prima.


Nas madeiras o som pode ser obtido através do sopro em uma fenda, como as diversas flautas, de embocadura livre; com a vibração de um par de palhetas, como o oboé, corne inglês e fagote; ou por uma palheta simples, o clarinete e clarone. Os metais possuem um bocal, onde os lábios do executante produzirão a vibração original amplificada pelo instrumento.

Os instrumentos de percussão da orquestra incluem toda e qualquer fonte sonora obtida através de um golpe ou pancada, produzindo tanto sons definidos com ruídos. Neste grupo estão incluídos desde as castanholas até o piano, cujo mecanismo consta de pequenos martelos que golpeiam suas cordas.

Por fim, temos os instrumentos de corda, que podem ser friccionados por um arco, tangidos pelos dedos ou golpeados, este último o caso do piano, agrupado na percussão. Os instrumentos onde o atrito do arco nas cordas produz o som, a família dos violinos, possuem uma gama sonora bastante ampla e homogênea, comportando as notas mais graves dos contrabaixos até os mais agudos sons dos violinos. A família dos arcos, violinos, violas, violoncelos e contrabaixo é a origem e a base da orquestra.

Ainda encontramos os instrumentos de cordas pinçadas pelos dedos, a harpa, ou por plectros, o cravo que também freqüêntam a orquestra.

J. A. Branco Bernardes


Bibliografia

SADIE, S. (editor). Dicionário Grove de música.Rio: Jorge Zahar, 1994. Pp. 6, 408-9 e 947.
RANDEL, D. M. (editor). The new harvard dictionary of music. Cambridge (Mass.): Belknap, © 1986. P.863.