Orquestra de Câmara Paulista e o Espaço da Música Clássica na web: um vídeo blog!


A Orquestra de Câmara Paulista é mantida por uma associação sem fins lucrativos cujo estatuto, equipe administrativa e código de ética, poderão ser encontrados no site oficial da orquestra. Saiba mais sobre a história da Orquestra e os comentários da imprensa. Este espaço foi desenhado para ser um vídeo blog, para compartilhar e discutir novidades sobre algumas obras e seus compositores, os projetos da orquestra e a contribuição dos seus colaboradores e amigos.

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quinta-feira, 2 de julho de 2009

Cantos da Terra: concerto na Associação Beneficiente e Cultural B'nai B'rith de São Paulo.





Em 29 de junho com mais de 280 convidados presentes, a Orquestra de Câmara Paulista apresentou em avant première o evento Cantos da Terra. Uma excepcional performance nas interpretações dos músicos, arranjos do maestro Branco Bernardes e desempenho dos cantores Adriana Bernardes e Sebastão Teixeira. O programa, rico em variedades, tinha por denominador comum a influência da cultura judaica na música através dos tempos. O concerto foi aberto com tres interpretações do folclore Ladino seguidas por Monteverdi (Lamento d'Adriana) e de Gagliarda a 4, detta Zambalina de Salamone Rossi. Em seguida passando de Mozart até Darius Milhaud, degustamos belísimos arranjos do maestro Bernardes para tres peças de George Gershwin: Somebody loves me, The man I love e Lady bo good. Em seguida a plateia (quase) cantou junto com Sebastião Teixeira "Edelweiss" de Richard Rodgers/My Fair Lady. O concerto foi fechado com a reza do Shabat (mesmo que não fosse sábado) com as belíssimas interpretações do Sebastão e Adriana. Belíssima noite, informal, elegante e descontraída. Agrdeço a presidente da Associação Benefifiente e Cultural B'nai B'rith de São Paulo, Sra. Adélia Cabilio, aos amigos e parentes por prestigiar a nossa Orquestra de Câmara Paulista. Meus cumprimentos à Adriana, afinadíssima e charmosa como sempre e à Sílvia Ricardinho na harpa: sem dúvida um excepcional talento!

Sami Douek

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Os timbres da Orquetra (transcrito parcialmente do site da OCP)

Timbre é um termo que busca descrever a qualidade ou "colorido" de um som. Um clarinete, violino ou voz humana que emitissem um determinado som de mesma freqüência, seriam facilmente reconhecíveis por um ouvinte pelos seus diferentes "timbres". Podemos afirmar, então, que o timbre é a característica do som distinta de sua altura, sendo o resultado das relativas intensidades dos harmônicos resultantes de uma determinada emissão sonora.

A maioria dos sons musicais consiste não apenas de uma determinada freqüência, mas também de vários sons harmônicos resultantes. Esses harmônicos se fazem presentes devido às leis acústicas dos corpos sonoros. Tanto uma corda como uma coluna de ar possuem a característica de não apenas vibrar não apenas como um todo, mas simultaneamente nas metades, terços etc. gerando novas freqüências. A força relativa de cada uma dessas freqüências simultâneas, que no todo chamamos de série harmônica, proporciona a qualidade sonora da nota, sua "cor", seu timbre.

Os diversos timbres da orquestra são o resultado direto dos materiais empregados e modos de execução dos instrumentos. Quanto mais rica proporcionar em harmônicos superiores, mais brilhante será a sonoridade do instrumento. Como exemplo, tomemos três membros da família das madeiras: a flauta, o oboé e o clarinete tocando uma mesma nota. O timbre da flauta soará relativamente "puro" pois tem poucos e fracos harmônicos, o do oboé, brilhante, rico em harmônico mais agudos, e o clarinete, "oco" devido à preponderância dos harmônicos ímpares. O espectro harmônico deve-se basicamente ao modo pelo qual a vibração do som é ativada. Na flauta, será pela passagem do ar através de uma fenda, no oboé, duas palhetas vibrantes e, no clarinete, apenas uma. Também o material e formato do tubo acústico influirão no resultado.

Os instrumentos da orquestra estão tradicionalmente divididos em famílias, Os instrumentos de sopro são agrupados em madeiras e metais segundo sua matéria prima.


Nas madeiras o som pode ser obtido através do sopro em uma fenda, como as diversas flautas, de embocadura livre; com a vibração de um par de palhetas, como o oboé, corne inglês e fagote; ou por uma palheta simples, o clarinete e clarone. Os metais possuem um bocal, onde os lábios do executante produzirão a vibração original amplificada pelo instrumento.

Os instrumentos de percussão da orquestra incluem toda e qualquer fonte sonora obtida através de um golpe ou pancada, produzindo tanto sons definidos com ruídos. Neste grupo estão incluídos desde as castanholas até o piano, cujo mecanismo consta de pequenos martelos que golpeiam suas cordas.

Por fim, temos os instrumentos de corda, que podem ser friccionados por um arco, tangidos pelos dedos ou golpeados, este último o caso do piano, agrupado na percussão. Os instrumentos onde o atrito do arco nas cordas produz o som, a família dos violinos, possuem uma gama sonora bastante ampla e homogênea, comportando as notas mais graves dos contrabaixos até os mais agudos sons dos violinos. A família dos arcos, violinos, violas, violoncelos e contrabaixo é a origem e a base da orquestra.

Ainda encontramos os instrumentos de cordas pinçadas pelos dedos, a harpa, ou por plectros, o cravo que também freqüêntam a orquestra.

J. A. Branco Bernardes


Bibliografia

SADIE, S. (editor). Dicionário Grove de música.Rio: Jorge Zahar, 1994. Pp. 6, 408-9 e 947.
RANDEL, D. M. (editor). The new harvard dictionary of music. Cambridge (Mass.): Belknap, © 1986. P.863.