Orquestra de Câmara Paulista e o Espaço da Música Clássica na web: um vídeo blog!


A Orquestra de Câmara Paulista é mantida por uma associação sem fins lucrativos cujo estatuto, equipe administrativa e código de ética, poderão ser encontrados no site oficial da orquestra. Saiba mais sobre a história da Orquestra e os comentários da imprensa. Este espaço foi desenhado para ser um vídeo blog, para compartilhar e discutir novidades sobre algumas obras e seus compositores, os projetos da orquestra e a contribuição dos seus colaboradores e amigos.

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segunda-feira, 23 de março de 2009

Quem são os compositores de música clássica no Brasil?



Esta (quase) foi a pergunta que um amigo me fez outro dia quando conversávamos sobre o maestro Branco Bernardes e a OCP. Na realidade a pergunta foi: "Quem além de Villa Lobos, pode ser relembrado como grande compositor de música clássica brasileira?". Pensei...Carlos Gomes? Chiquinha Gonzaga? Camargo Guarnieri? De fato é de conhecimento público também grandes intérpretes e cantores brasileiros como Bidú Sayão, Nelson Freire, Arnaldo Cohen, Antonio Menêzes, entre muitos outros. E os compositores? Agora entendo que a música clássica brasileira tem o charme e a alegria que poucos conhecem; um erudito que foi e será sem popular: um popular de qualidade e de grande estilo. Terça feira passada acompanhei pela primeira vêz a OCP numa apresentação em Campinas; desde a viagem, ensaios, meu primeiro contato com os músicos, papos descontraídos e reação do público, tudo se revelou como OCP tem um estilo alegre associado a um desempenho competente e sedutor! Hoje sei que descobrir a OCP significa rever o conceito ou pré-conceito que sem querer, se tem pela música clássica brasileira. Pena que o CD Sarau Brasil lançado em 2006 tenha se esgotado. Um dia será re-editado, espero eu. O Sarau (Soirée, como diria Branco) desmistifica de forma bem descontraída todas as pompas que qualificam a música clássica. A música clássica brasileira ou Sarau, nas suas orígens, é como a OCP sob a regência de Branco Bernardes: música fácil de entender e gostosa de ouvir. Breve vou "postar" trechos do concerto realizado em Campinas no programa Conexão Cultural do Shopping Parque Dom Pedro (que teve o apoio do jornal Correio Popular da Rede Anhanguera de Comunicação).



Para relembrar:
Analia ingrata de Carlos Gomes com o charme
e belíssima voz de Adriana Bernardes.
Nota:
peço que tolerem as restrições técnicas desta gravação.

A publicação deste clip registra apenas a memória deste evento.

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Os timbres da Orquetra (transcrito parcialmente do site da OCP)

Timbre é um termo que busca descrever a qualidade ou "colorido" de um som. Um clarinete, violino ou voz humana que emitissem um determinado som de mesma freqüência, seriam facilmente reconhecíveis por um ouvinte pelos seus diferentes "timbres". Podemos afirmar, então, que o timbre é a característica do som distinta de sua altura, sendo o resultado das relativas intensidades dos harmônicos resultantes de uma determinada emissão sonora.

A maioria dos sons musicais consiste não apenas de uma determinada freqüência, mas também de vários sons harmônicos resultantes. Esses harmônicos se fazem presentes devido às leis acústicas dos corpos sonoros. Tanto uma corda como uma coluna de ar possuem a característica de não apenas vibrar não apenas como um todo, mas simultaneamente nas metades, terços etc. gerando novas freqüências. A força relativa de cada uma dessas freqüências simultâneas, que no todo chamamos de série harmônica, proporciona a qualidade sonora da nota, sua "cor", seu timbre.

Os diversos timbres da orquestra são o resultado direto dos materiais empregados e modos de execução dos instrumentos. Quanto mais rica proporcionar em harmônicos superiores, mais brilhante será a sonoridade do instrumento. Como exemplo, tomemos três membros da família das madeiras: a flauta, o oboé e o clarinete tocando uma mesma nota. O timbre da flauta soará relativamente "puro" pois tem poucos e fracos harmônicos, o do oboé, brilhante, rico em harmônico mais agudos, e o clarinete, "oco" devido à preponderância dos harmônicos ímpares. O espectro harmônico deve-se basicamente ao modo pelo qual a vibração do som é ativada. Na flauta, será pela passagem do ar através de uma fenda, no oboé, duas palhetas vibrantes e, no clarinete, apenas uma. Também o material e formato do tubo acústico influirão no resultado.

Os instrumentos da orquestra estão tradicionalmente divididos em famílias, Os instrumentos de sopro são agrupados em madeiras e metais segundo sua matéria prima.


Nas madeiras o som pode ser obtido através do sopro em uma fenda, como as diversas flautas, de embocadura livre; com a vibração de um par de palhetas, como o oboé, corne inglês e fagote; ou por uma palheta simples, o clarinete e clarone. Os metais possuem um bocal, onde os lábios do executante produzirão a vibração original amplificada pelo instrumento.

Os instrumentos de percussão da orquestra incluem toda e qualquer fonte sonora obtida através de um golpe ou pancada, produzindo tanto sons definidos com ruídos. Neste grupo estão incluídos desde as castanholas até o piano, cujo mecanismo consta de pequenos martelos que golpeiam suas cordas.

Por fim, temos os instrumentos de corda, que podem ser friccionados por um arco, tangidos pelos dedos ou golpeados, este último o caso do piano, agrupado na percussão. Os instrumentos onde o atrito do arco nas cordas produz o som, a família dos violinos, possuem uma gama sonora bastante ampla e homogênea, comportando as notas mais graves dos contrabaixos até os mais agudos sons dos violinos. A família dos arcos, violinos, violas, violoncelos e contrabaixo é a origem e a base da orquestra.

Ainda encontramos os instrumentos de cordas pinçadas pelos dedos, a harpa, ou por plectros, o cravo que também freqüêntam a orquestra.

J. A. Branco Bernardes


Bibliografia

SADIE, S. (editor). Dicionário Grove de música.Rio: Jorge Zahar, 1994. Pp. 6, 408-9 e 947.
RANDEL, D. M. (editor). The new harvard dictionary of music. Cambridge (Mass.): Belknap, © 1986. P.863.