Esta (quase) foi a pergunta que um amigo me fez outro dia quando conversávamos sobre o maestro Branco Bernardes e a OCP. Na realidade a pergunta foi: "Quem além de Villa Lobos, pode ser relembrado como grande compositor de música clássica brasileira?". Pensei...Carlos Gomes? Chiquinha Gonzaga? Camargo Guarnieri? De fato é de conhecimento público também grandes intérpretes e cantores brasileiros como Bidú Sayão, Nelson Freire, Arnaldo Cohen, Antonio Menêzes, entre muitos outros. E os compositores? Agora entendo que a música clássica brasileira tem o charme e a alegria que poucos conhecem; um erudito que foi e será sem popular: um popular de qualidade e de grande estilo. Terça feira passada acompanhei pela primeira vêz a OCP numa apresentação em Campinas; desde a viagem, ensaios, meu primeiro contato com os músicos, papos descontraídos e reação do público, tudo se revelou como OCP tem um estilo alegre associado a um desempenho competente e sedutor! Hoje sei que descobrir a OCP significa rever o conceito ou pré-conceito que sem querer, se tem pela música clássica brasileira. Pena que o CD Sarau Brasil lançado em 2006 tenha se esgotado. Um dia será re-editado, espero eu. O Sarau (Soirée, como diria Branco) desmistifica de forma bem descontraída todas as pompas que qualificam a música clássica. A música clássica brasileira ou Sarau, nas suas orígens, é como a OCP sob a regência de Branco Bernardes: música fácil de entender e gostosa de ouvir. Breve vou "postar" trechos do concerto realizado em Campinas no programa Conexão Cultural do Shopping Parque Dom Pedro (que teve o apoio do jornal Correio Popular da Rede Anhanguera de Comunicação).
Para relembrar:
Analia ingrata de Carlos Gomes com o charme
e belíssima voz de Adriana Bernardes.
Nota:
peço que tolerem as restrições técnicas desta gravação.
A publicação deste clip registra apenas a memória deste evento.

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